January 2012
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November 2011
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August 2011
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a alma, o coração, os ombros e a cabeça. o desenho me disse pela madrugada adentro, e eu ouvi.
pereço àquilo tudo que ainda não possui nome. deixo-me levar pelo movimento, a freada brusca arremessa-me para o fim, e o fim é incerto. permito-me a suavidade das brisas e o filtro das folhas para que a luz não me cegue. afundo-me em esquerdos braços, riscos, constelações cutâneas, até meu corpo, disforme, perder-se no assoalho. perco-me no farfalhar das minhas pestanas, nos passos mudos, no...
“this is the dream where i’m chasing a ghost. grass everywhere. since i started chasing ghosts, i have neglected this place. when i was little, the ghost used to be a differente person. i would collect pictures of him on the wall, like trophies. it seems like i have always been chasing that ghost. i even forgot who he is. what a magnificent place. why have i forgotten about it? i...
as certeza dos refúgios na atemporalidade dos dias nublados, na melancolia familiar dos dias na cama, das nuvens cobrindo os corpos e pressionando as cabeças, de sermos, em sonhos acordados, vontades. de sermos, só sermos.
das dificuldades especulares, sai o verbo. o de dentro, permanece e recupera. as saudades recriam vidas de outrora nas tangências e acalentam. ficam, e me doem por dentro todo. o campo de manjericão dança com o vento: saudades que nenhum grafismo ou espera dá conta, porque a conta beira a dízima repetitiva e infinita. um corte, outro corte, a tábua canta a música triste de um jantar solitário.
dias de cinzas lamentos. das angústias em preto e branco pra contrariar os sóis de fim de tarde que apagavam nossos rostos, em contraste: o sutil laranja sobre os corpos na cama. a ausência de visão que conjuramos sobre nós com o cair de uma manta: essência de bergamota não precisa ser vista, mas sentida. as listas nunca feitas e nunca cumpridas, ficam compridas. as noites se arrastam nas vontades...
July 2011
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”[…] e lembre-se, o mais importante de tudo, pra não desmoronar, é ter muito amor. porque a vida é grande, o mundo é enorme, e nossas complicações são passos pra uma conquista. um dia eu tava andando na rua com o 1, estávamos indo almoçar e não sei porque motivo falamos de vc. aí ele disse:
1: o verde, o verde é todo amor, você não acha? 2: sim, exatamente. amor.
o amor é...
“A tua flor não é flor pra qualquer jardim Quero pra mim, pois eu já cansei de capim”
(Tono)
-Pegando versinhos emprestados porque tem sido difícil escrever os meus.
das folhas que caem, das tintas no canto da mesa, das meias no canto da cama, do outro próximo, das cobertas animalizadas infinitas, das guloseimas escolhidas com tempo, das bergamotas, dos temperos, dos cheiros todos, das cócegas no batente da porta. do sofá cujo encosto escorrega, das fotografias ainda não batidas, dos mapas ainda não lidos. das plantas que ainda crescem pequenas. dos animais...
tento, espremo. ex primo, mas palavra nenhuma exprime o que sinto. (da série de irracionalidades inverbalizáveis que só o amor pode dar conta)
molho de tomate
o tempo feroz responde: a corda que é tarde! pra cortar, a vida arde. corta em quatro, seis. tanto quer que chega a vez.
chove aqui dentro. lá fora, a vida queima.
no meu tornozelo, no vestido dela. nos meus sonhos e ao abrir o olho. no papel que foi pro rio. mas ainda em mim.
não, não há hora mais adequada. não há hora errada: a hora certa é agora, sempre foi. preferimos acreditar que haveria hora mais adequada, possivelmente quando as coisas estivessem mais encaixadas, mas tememos enfrentar o desencaixe. se por um lado, há o preciosismo de se manter inalterado aquilo que lhe é especial- evitando confrontar os aspectos indefinidos com a possibilidade de amor real- há,...
June 2011
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15 de maio
eu, os limites borrados, o fim de mim, enfim. era eu nos buracos da parede, no chão craquelado, no azul das portas, nas unhas raspadas, nas sementes jogadas, no crânio do cervo, nas madeiras colocadas, nas cascas capadas das capas descascadas.
nas árvores sem escala, do corredor para lugar nenhum. eu vi o carro azul, o prego, o pão, vi a cortina, o frio, o cheiro de mofo. o blusão de...
andei doravante, o chique-chique da grama. tu me seguias, buscando minha mão- se houvesse uma câmera, ela estaria na altura dos pés, em filme branco e preto granulado iso 400, registrando em still cada passo nosso- tu seguraste a minha mão, andávamos pela relva ao som de um piano imaginário: éramos felizes. (nessa hora a câmera subia e mostrava a luz filtrada por entre as folhas das copas das...
May 2011
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a sensação é a de soltar o ar depois de tê-lo muito tempo preso para não respirar, como num longo suspiro.
é no presságio da desesperança que se recorre ao sonho. refúgio tranquilo do adágio cotidiano, é bom imaginar olhos tranquilos para se mergulhar. peço segredo: é na ilusão que crio o conforto e é na escuridão em que nos encontramos. que não se confunda as vontades: viver de mentira é inaceitável, o sonho é só desejável.